terça-feira, 29 de agosto de 2017
Seminário Integrador eixo VI
Estamos no sexto eixo do seminário Integrador, embora ainda exista muitas dificuldades de organização do tempo; pois conciliar atividades pedagógicas escolares com as atividades acadêmicas não é nada fácil, no entanto percebe-se uma grande evolução, tanto nas apresentações presenciais de trabalhos, quanto na escrita de forma geral dos integrantes do PEAD. À medida que o curso vai avançando esta evolução vai ocorrendo simultaneamente com mais autonomia e dinamicidade, pois os recursos oferecidos pela web estão sendo cada vez mais utilizados, porque estamos aprendendo e perdendo o receio de aplicá-los, bem como levá-los para nosso trabalho em sala de aula.
É muito prazeroso e gratificante poder estudar, pesquisar e poder posicionar-se com um embasamento que articula entre a prática e a teoria. Conseguir ultrapassar uma visão superficial para àquela que realmente contribui com a Educação. Estar disposto/a a novos desafios e desafiar o próprio entendimento para uma busca mais ampla através de novas pesquisas; sabendo entender a crítica como algo positivo: estamos aqui para fazer a diferença, e isto, só nos é possível através de aperfeiçoamento e reconstrução.
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
De volta ao eixo VI- Seminário Integrador
Após alguns dias de férias para renovar os ânimos retornamos às atividades no PEAD, rever os colegas/as, tutores e professores é sempre maravilhoso, mas a expectativa de retorno trás sempre uma preocupação em não repetir os mesmos erros do semestre anterior de conseguir avançar de forma positiva e saber que a cada avanço nossos alunos/as em sala de aula também se beneficiarão. É verdade que o curso nos disponibiliza uma visão diferenciada do contexto escolar, porque realmente nos insere nele de todas as formas, desde como funciona o atendimento especializado, até cada detalhe que existe numa Instituição Educacional, nos preparando para que possamos ter voz ativa e postura crítica perante os conflitos que possam surgem no percurso do trabalho pedagógico.
Que tenhamos todos/as um ótimo retorno com muitas reflexões e que possamos compartilhá-las com todos os recursos aprendidos no PEAD!
" A liberdade é filha da autoridade bem compreendida. Pois ser livre não consiste em fazer aquilo que se tem vontade, e sim em ser dono de si próprio, em saber agir segundo a razão é cumprir com o dever [...] " ( DURKHEIM, 1973:47)
Que tenhamos todos/as um ótimo retorno com muitas reflexões e que possamos compartilhá-las com todos os recursos aprendidos no PEAD!
" A liberdade é filha da autoridade bem compreendida. Pois ser livre não consiste em fazer aquilo que se tem vontade, e sim em ser dono de si próprio, em saber agir segundo a razão é cumprir com o dever [...] " ( DURKHEIM, 1973:47)
segunda-feira, 17 de julho de 2017
REFLEXÃO CONCEITUAL
Quando conseguimos— através das pesquisas, leituras e a relação da prática com a teoria elencar os conceitos adquiridos, estamos além de absorver o conhecimento; estamos percebendo o quanto é importante ampliar cada vez mais as possibilidades de aprendizagens. Neste semestre, dentro dos diversos conceitos tais como: gestão democrática; participação; processos participativos; professor reflexivo; redes de aprendizagens; projetos (políticos e pedagógicos; projetos participativos); processos coletivos; relações interpessoais na vida adulta; aprendizagens na vida adulta; políticas públicas educacionais; cidadania e autoria.Podemos perceber que todos fazem parte do conceito chamado ESCOLA, ou INSTITUIÇÃO ESCOLAR. Todos estes foram propostos pelas interdisciplinas ao longo do semestre, buscando uma reflexão das conexões estabelecidas entre eles. O âmbito escolar abrange uma série de fatores importantes e que se correlacionam. Entender esta ligação e, além disso, perceber a necessidade e importância que cada um deles exerce não só dentro da escola, mas também fora dela é um dos principais objetivos propostos na elaboração da síntese reflexiva que procede.
O trabalho em sala de aula como educador para quem é professor-aluno possibilita uma relação diferenciada, principalmente no que se diz na questão empática, pois lecionar e estar também como aluno é sentir as aflições, os anseios, as dificuldades. Perceber o quanto àquele que orienta necessita estar atento para que os objetivos do ensino-aprendizagem se concretizem, mas não só isso a postura como aluno em busca de sua autonomia, também é fundamental neste sentido. Saber o seu objetivo dentro da instituição, estar em const
ante busca pelo conhecimento e participar na construção dele.
O trabalho em sala de aula como educador para quem é professor-aluno possibilita uma relação diferenciada, principalmente no que se diz na questão empática, pois lecionar e estar também como aluno é sentir as aflições, os anseios, as dificuldades. Perceber o quanto àquele que orienta necessita estar atento para que os objetivos do ensino-aprendizagem se concretizem, mas não só isso a postura como aluno em busca de sua autonomia, também é fundamental neste sentido. Saber o seu objetivo dentro da instituição, estar em const
ante busca pelo conhecimento e participar na construção dele.
domingo, 9 de julho de 2017
ESCOLA ESPAÇO DE DESCOBERTAS
Apesar de todos os avanços dos últimos anos, as aulas ainda continuam no mesmo formato tradicional que tinham no século XIX, com conteúdos fragmentados e descontextualizados, currículos extensos, alunos enfileirados, com o quadro e giz sendo os recursos didáticos mais utilizados Nesse sentido, Carbonell (2002) afirma que os conteúdos, assim como as práticas escolares, mudaram pouco e que essas mudanças não significam, obrigatoriamente, melhoria ou inovação. Além disso, ensinar adquire novos significados para relacionar-se com as novas tecnologias da comunicação, para ler e entender melhor a realidade e para assimilar, ao mesmo tempo, a rica tradição cultural herdada e muitas outras expressões culturais emergentes e Dayrell (2007) aponta que o espaço físico e a infraestrutura escolar, com o tipo e a qualidade dos equipamentos oferecidos; a sua localização geográfica, se em áreas centrais da cidade ou no bairro onde mora; o corpo docente existente, com maior ou menor sensibilidade e formação para trabalhar com cada clientela; o projeto-pedagógico existente e a forma como
implementam os processos educativos, dentre outros, são exemplo de variáveis que vão interferir na forma como os jovens constroem o seu estatuto como alunos, criando maior ou menor identificação com a escola que frequentam e determinando o seu percurso escolar. Promover a educação democrática e de qualidade social para todos. Uma qualidade de ensino, qualidade da educação, visão mais ampla (igualdade), ensino adequado para a faixa etária, domínio de conteúdo e senso crítico, infraestrutura adequada com professores qualificados e bem remunerados é promover condições de se encaminhar para um futuro promissor no âmbito educacional é promover um espaço adequando de aprendizagens. É contribuir para as inovações de aprendizagens do aluno, seja dentro ou fora da escola. A oportunidade de descobrir a escola como um todo, não é só estabelecer este espaço como sendo de descobertas positivas, é perceber as falhas para que juntos possamos construir possibilidades para que elas sejam solucionadas, somos responsáveis por este encontro de resoluções. É entender o que nossa presença significa neste espaço, nossas ações e atitudes. Promover um espaço de ensino-aprendizagens, criar redes de aprendizagens em que este processo possa ocorrer de forma natural e dinâmica. Perceber não só os alunos participativos,mas àqueles que estão em silencio ou muitas vezes querendo participar e não lhe é dada oportunidade.
REFERENCIAL TEÓRICO
DEWEY, J. How we think. In: LALANDA, Maria C.; ABRANTES, Maria M. O conceito
de reflexão em J. Dewey. Portugal: Porto Editora, 1996. cap. 2, p. 41-61.
CARBONELL, Jaume. A aventura de inovar. A mudança na escola. Porto Alegre: Artmed, 2002 (coleção Inovação pedagógica). Cap. 1: A Inovação educativa hoje, p.14-40.
domingo, 2 de julho de 2017
Elabore seus textos!
Muitas vezes escuto sobre a dificuldade de encontrar o texto ideal para ser trabalhado com determinada turma. Sim, eu também concordo. Mas uma dica é construirmos àqueles textos "inexistentes" que tanto queremos, principalmente os professores de Língua Portuguesa, e são estes os que mais reclamam... Eu penso que tudo aquilo que não gostamos, devemos ao menos tentar fazer melhor. E é claro que há textos maravilhosos para serem trabalhados com os educandos, no entanto às vezes falta aquele texto que sabemos que irá trazer um benefício maior— que irá fazê- los refletir. E foi assim que resolvi escrever os textos (criá-los) muitas vezes para conseguir contextualizar a gramática de forma mais interpretativa e tem dado certo. Dependendo do que vou trabalhar faço adaptações, senão eu escrevo utilizado dentro do texto o que irei trabalhar. Na maioria das vezes não me identifico como autora do texto, gosto de ver a reação deles! Segue abaixo o texto que fiz para trabalhar as regras de acentuação gráfica - oitavo ano- faixa etária 14-16 anos:
Ahhh... Adolescentes!
“Vivem como reis num
lugar que imaginam ser de camponeses— não percebem o quanto seus familiares e responsáveis sacrificam-se para apenas
ver um sorriso em seus rostos, muitas vezes distantes; mas perto em
pensamentos... Sorrisos estes muitas vezes transformados em lágrimas e lamúrias
(para você que se pergunta, mas o
que é isso? Pois é meu “irmão”, temos que estudar e começar
entender a linguagem culta, que é o nosso passaporte para um futuro
“promissor”, espero que você saiba o que é isso também, ou senão terás que pegar um dicionário ( dá preguiça
né?). Valorize seu professor— que
aposto que sempre facilita sua vida e no final do texto já lhe proporcionou o tal “vocabulário”
das palavras que você por falta de
hábito e por conta de seu linguajar
“descontraído” e não “discontraído”, porque este segundo está errado e para saber o
certo, eu tenho que estudar, praticar, ter
hábitos de estudo e não ser: cheio de (gírias)
isso você sabe né? Lamentável de
nossa ingratidão. Se acham
estranhos, mas têm atitudes que são
estranhas: isolados e às vezes inquietos. Tenham a certeza que o mundo não está contra nós, sim, exatamente: somos nós que estamos contra ele (o mundo). É
melhor entendermos que não somos os donos dele, temos que fazer por merecer
todo amor que recebemos e não percebemos...” Att um de vocês: adolescente- o autor desconhecido
Vocabulário- lamúria- lamentação,
reclamação, queixa, etc.
Promissor- esperançoso favorável; com boas condições.
Promissor- esperançoso favorável; com boas condições.
domingo, 25 de junho de 2017
Refletindo a democracia escolar
Saviani (1999, p.54) ressalta que:
A relação entre educação e democracia se caracteriza pela
dependência e influência recíprocas. A democracia depende da
educação para seu fortalecimento e consolidação e a educação
depende da democracia para seu pleno desenvolvimento, pois a
educação não é outra coisa senão uma relação entre pessoas livres
em graus diferentes de maturação humana.
O Projeto Político –
Pedagógico elenca alguns elementos essenciais à prática da gestão democrática: Autonomia,
Participação, Clima organizacional. As instâncias colegiadas são os espaços de
representação dos segmentos da escola: discentes, docentes, pais e comunidade.
É pela utilização desses espaços, fruto da conquista da própria comunidade, que
a gestão democrática ganha força e pode transformar a realidade escolar.
Contudo, a postura pedagógica de uma escola é decisiva e precisa estar sempre
em constante observação, por isso o papel exercido pela direção é tão
relevante, porque irá administrar esta postura que deve ser democrática,
envolvendo todos que compõem e formam as opiniões escolares.
Isso inclui também outras
instâncias de ação colegiada, institucionalizadas ou não, como a Associação de
Pais, Mestres e Funcionários e o Grêmio Estudantil, pois são ferramentas
fundamentais para o aprimoramento do processo educativo e para o exercício da
democracia no interior das escolas. A diferença é que, para administrar a
escola, ele pode contar com o apoio de outras pessoas, representantes nos
colegiados, que, nas decisões essenciais e nos projetos da unidade escolar, em
seus vários níveis, demonstrem ter os mesmos interesses e objetivos.
“A
autonomia só se consegue quando todos sabem a sua real função, e para que isso
aconteça todos têm que ser sabedores e conhecedores da legislação vigente.”
Maria Siqueira ( articuladora do MEC nos Conselhos Escolares)
Para que haja democracia
escolar é fundamental que cada um execute o seu papel na escola, mas que também
seja capaz de auxiliar o outro, e para isso é necessário ter um conhecimento
mais amplo para que se possa opinar, criticar, refletir, ter autonomia de
buscar soluções e tornar-se participativo não só no que lhe é atribuído, mas
entender que o todo também faz parte de sua função como cidadão em busca de
democracia.
Referência Bibliográfica
Artigo elaborado para o
Curso de Extensão GESTÃO DEMOCRÁTICA: da avaliação ao planejamento
participativo nas Escolas Estaduais do RS. UFRGS, Porto Alegre 2017. Disponível
em
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/2022646/mod_resource/content/1/Espa%C3%A7os%20de%20Gest%C3%A3o%20Democr%C3%A1tica%20na%20Escola%20P%C3%BAblica.pdf – acesso em 23 de jun. de 2017
Gestão
em foco- Conselho Escolar disponível em https://www.youtube.com/watch?v=gQM4NrMeBS4
– acesso 24 de jun. de 2017
domingo, 18 de junho de 2017
Reflexão- fatores intra e extraescolares
Reflexões sobre fatores intra e
extraescolares
Os
Fatores intraescolares sempre foram presentes nas escolas, bem como programas e
planos de desenvolvimento e são basicamente uma questão a ser analisada e estudada
com cautela, pois abrange (condições de acesso e permanência a todos, recursos de
materiais pedagógicos, bibliotecas, laboratórios, condições de formação e
valorização salarial do professor, Constituição de Processos mais
participativos e mais democráticos de Gestão e de Organização das escolas e do
Sistema de ensino (participação da sociedade a discutir e definir qual
qualidade de educação que queremos), a questão curricular, carga horária, plano
pedagógico ( práticas avaliativas-pedagógicas sucessivas reprovações,etc. ), o
ambiente escolar como um todo.
Já
os extraescolares: política de governo que acabam afetando a educação, a falta
de motivação; falta de condição socioeconômica dos alunos; que abrangem má
alimentação; higiene; desemprego; drogas; violência; vulnerabilidade familiar;
gravidez precoce; entre tantos outros fatores que influenciam os alunos a
abandonar a escola.
Nesta perspectiva, a questão é muito mais
complexa que se possa definir, porque ela apesar de ser visível e concreta é um
problema que deve ser enfrentado no campo político e é claro, também no
pedagógico, porém este segundo exerce uma força menor e depende do primeiro.
Existem falhas no cumprimento do papel do Estado, mas também em relação à
família; no que se diz relacionado aos problemas extraescolares, no entanto no
que se diz respeito a fatores intraescolares a escola exerce um papel
principal, por ocorrer dentro dela. E por isso, possuem problemas de origem
pedagógica, como o currículo, a carga horária das disciplinas, o ambiente
escolar, aulas tradicionais, os professores (desqualificados, desmotivados e mal
remunerados), as sucessivas repetências, a distorção idade-série, a formação
deficitária no Ensino Fundamental e a frustração em relação ao conteúdo que não
faz conexões com o cotidiano nem apresenta aplicações futuras, etc.
Devemos promover a educação democrática e de qualidade
social para todos. Uma qualidade de ensino, qualidade da educação, visão mais
ampla (igualdade), ensino adequado para a faixa etária, domínio de conteúdo e
senso crítico, infraestrutura adequada com professores qualificados e bem
remunerados é promover condições de se encaminhar para um futuro promissor no
âmbito educacional.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOURADO, Luiz Fernandes, in Educ.
Soc., Campinas, vol. 28, n. 100 - Especial, p. 921-946, out. 2007.
Vídeo Debate qualidade da educação. Disponível em http://tvescola.mec.gov.br/tve/video?idItem=5402
acesso 18 de jun. de 2017
CARBONELL, Jaume. A aventura de inovar. A mudança na escola. Porto Alegre: Artmed,
2002 (coleção Inovação pedagógica). Cap. 1: A Inovação educativa hoje, p.14-40.
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